A transição do MEI para o Simples Nacional é comum — e saudável para negócios que cresceram. O problema é que muitos empresários “mudam o regime”, mas continuam operando como se nada tivesse mudado. E é aí que começam os sustos.
1) Adeus DAS fixo: agora o imposto varia
No MEI, o DAS é um valor mensal fixo.
No Simples Nacional, a guia muda conforme:
quanto você faturou no mês, e
qual atividade você exerce (CNAE/anexo).
Ou seja: faturamento sobe → imposto acompanha.
2) Apuração mensal vira rotina obrigatória
No Simples, é necessária a apuração mensal no PGDAS-D para emissão da guia correta.
Sem isso, a empresa entra rapidamente em:
atraso de guias,
pendências, e
risco de desenquadramento no futuro.
3) Nota fiscal e cadastro: alinhar para não travar a operação
Dependendo do município e da atividade, muda:
forma de emissão (NFS-e, NF-e, NFC-e),
exigências de cadastro,
e controles mínimos que o sistema fiscal espera.
É comum a empresa “estar no Simples”, mas com parametrização errada — e isso gera nota com destaque incorreto, rejeições ou obrigações desencontradas.
4) Pró-labore, equipe e obrigações: atenção ao efeito cascata
Se há funcionário (ou se vai contratar), as rotinas trabalhistas e previdenciárias ficam mais estruturadas.
Mesmo sem equipe, a organização entre retirada, pró-labore, distribuição e caixa passa a importar mais para manter a empresa sustentável e bem documentada.
5) O maior risco: continuar com mentalidade de MEI
O MEI permite simplicidade. O Simples pede rotina.
Quem não ajusta processo costuma enfrentar:
imposto “surpresa”,
guias emitidas fora do prazo,
pendências cadastrais,
e dificuldade de previsibilidade financeira.
Resumo: Simples Nacional é ótimo, desde que você ajuste cadastro + apuração + emissão + rotina financeira.
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